20/09/2017

RUI FALCÃO ACUSADO DE ATIÇAR A VIOLÊNCIA NO MONTE-BELO


RUI FALCÃO ACUSADO DE ATIÇAR A VIOLÊNCIA NO MONTE-BELO
Lobito, 20.09.17

A OMUNGA, dentro da sua actividade de monitorar o actual contexto político pós-eleitoral, ouviu ontem (19), por telefone cidadãos do Monte-Belo para melhor medir o actual clima depois da visita que efectuou àquela comuna a 17 de Setembro.

Um dos cidadãos contactados, acusa o governador da provínica de Benguela, Rui Falcão, de atiçar a intolerância política e a violência, ao abordar sobre a passagem do também 1º secretário provincial do MPLA, pelo Monete-Belo, a caminho do Balombo.

Encontrou os militantes concentrados na sede comunal, onde estavam à espera dele e ele a primeira palavra disse, eu passei por cá para agradecer o trabalho feito pelos militantes do MPLA, eu agradeci muito e é mesmo assim. Continuem assim e a polícia estará à vossa trás, a polícia não estará para defender a UNITA, está mesmo para defender só vocês do MPLA. Qualquer situação a polícia estará à vossa trás. O meu muito obrigado. Agradeci muito porque vi o vosso relatório que os camaradas da UNITA levaram muitas pancadarias.”

Ainda durante a conversa, o mesmo cidadão realçou as seguintes palavras que atribui a Rui Falcão: “Ainda se tiverem tempo no próximo sábado, repitam mais o que se passou aqui. Se for possível no próximo sábado repitam o mesmo.”

De acordo a este cidadão, “isto está mais a originar que algumas populações começaram a arrumar, depois dele ter deixado esta palavra, a população do bairro Betânia já começaram a arrumar esta hora para se deslocar desta comuna.

PN SEM INVESTIGAÇÃO APONTA CONCLUSÕES? OMUNGA EXIGE INVESTIGAÇÃO SOBRE CASO MONTE BELO


Lobito, 20.09.2017
NOTA PÚBLICA
OMUNGA EXIGE INVESTIGAÇÃO SOBRE CASO MONTE BELO

Como é do conhecimento público, a 16 de Setembro (sábado) ocorreram na comuna do Monte Belo, município do Bocoio (Benguela), actos de intolerância política de extrema gravidade.

No dia 17 de Setembro (domingo), uma equipa da OMUNGA esteve no terreno de forma a recolher mais informações sobre os acontecimentos e ao mesmo tempo poder contribuir para a procura de soluções para este grave problema (intolerância política) que assola aquele município desde 2003/2004, após o cessar-fogo (acordo de paz).

Nesse mesmo dia, teve conhecimento de que uma delegação do governo provincial de Benguela esteve também no local.

Foi com preocupação que acompanhou através do portal da Angop[1], das 19h39 de 17 de Setembro, que o Comando Provincial da Polícia Nacional, através do seu porta-voz, intendente Pinto Caimbambo, que em conferência de imprensa tenha apresentado informações, como conclusivas, que possam não corresponder com a verdade dos factos e sem sequer ter desenvolvido uma investigação correta, apontando aparentemente para um desfecho do processo já declarado.

De acordo ao levantamento efectuado pela OMUNGA, a acção foi de extrema gravidade e não se vislumbra realmente um clima de verdadeira acalmia já que na manhã de 18 de Setembro, um outro militante da UNITA foi agredido, tendo ficado ligeiramente ferido na face. Foi atacado com faca e pedras.

Para se ter uma ideia da imensidão da acção de intolerância política, ficaram feridos 13 pessoas, 55 residências foram atacadas e os seus bens destruidos, queimados ou furtados, assim como 4 cantinas, 2 farmácias, 2 viaturas destruídas, 14 motorizadas, 2 motas com carroçaria queimadas, ao mesmo tempo que foram roubadas 2 motorizadas e 2 motorizadas com carroçaria, para além de outros bens desaparecidos e avultados valores em dinheiro.

É de recordar que a 26 de Maio, um outro problema de intolerância política já ocorrera naquele município, na povoação da Balança, comuna do Cubal do Lumbo que provocou mais de 3 mil deslocados. Também a 12 de Agosto, na mesma comuna (Cubal do Lumbo), foi assassinado à catanada o militante da UNITA, ADRIANO CATEVE VITI de 44 anos de idade, sem que até ao preciso momento a polícia nacional dê qualquer explicação sobre o processo investigativo.

Nesta conformidade, a OMUNGA apela para que seja reposta a verdade dos factos e seja avançada uma verdadeira investigação que responsabilize os seus autores e indemnize justamente as vítimas.


19/09/2017

POLÍCIA E ADMINISTRAÇÃO DO BOCOIO SILENCIAM-SE EM RELAÇÃO A ASSASSINATO DE MILITANTE DA UNITA


POLÍCIA E ADMINISTRAÇÃO DO BOCOIO SILENCIAM-SE EM RELAÇÃO A ASSASSINATO DE MILITANTE DA UNITA
Lobito, 19.09.17

A 12 de Agosto de 2017, foi assassinado o cidadão ADRIANO CATEVE VITI, de 44 anos de idade, ocorrido no bairro do Evole, povoação da Chicuma, comuna do Cubal do Lumbo, município do Bocoio, província de Benguela.

A 19 do mesmo mês, a Plataforma Eleitoral da Sociedade Civil – Benguela (PESCB) endereçou uma carta ao comandante municipal da polícia do Bocoio a partilhar informações e a solicitar esclarecimentos sobre o processo. A referida carta foi ainda enviada a outras entidades, nomeadamente a Administradora Municipal do Bocoio e ao Governador Provincial de Benguela. Até à presente data não recebemos qualquer resposta. Por outro lado, é preocupante o descaso demonstrado pelo Administrador Municipal Adjunto do Bocoio em relação a este caso, bem como do próprio comandante municipal da polícia.

De acordo às informações, o referido cidadão terá sido assassinado à catanada quando saía de um óbito e possivelmente o único crime que terá cometido foi em dizer “o nosso galo voa”

A OMUNGA foi ao Cubal do Lumbo e entrevistou familiares e testemunhas.

18/09/2017

INTOLERÂNCIA POLÍTICA NO MONTE BELO


INTOLERÂNCIA POLÍTICA NO MONTE BELO
Lobito, 18.09.2017

Mais uma vez, o município do Bocoio é alvo de acções de intolerância política, provocando o caos, o medo e a deslocações forçada de populares.

A OMUNGA inicialmente recebeu informações a partir do Monte Belo via telefone. As referidas informações apontavam para uma acção de grande vulto perpretada por militantes d o MPLA contra militantes da UNITA.

Preocupada com as informações, a OMUNGA decidiu a 17 de Setembro, deslocar-se ao local e poder assim, in locu recolher mais informações e poder fazer uma avaliação mais realista sobre os acontecimentos.

De acordo às pessoas contactadas, a UNITA fora informada pelo comando municipal da policia de que a 16 de Setembro, realizar-se-ia uma passeada promovida pelo MPLA para festejar a vitória dada pela CNE àquele partido e ao seu cabeça de lista, nas eleições de Agosto último.

Nessa manhã, um grupo de apoiantes do MPLA terá passado junto à sede municipal da UNITA onde terão, em geito de provocação, declarado que “o João Lourenço ganhou, vamos partir a sede da UNITA e eles vão de novo par as matas”.

Em resposta a isto, os militantes da UNITA que se encontravam na sua sede, reagiram tendo iniciado a confusão. No início, tentou-se ainda acalmar, tendo mesmo a polícia intervido no sentido de apaziguar. No entanto, após a chegada do Administrador Comunal, os efectivos da polícia foram orientados para intervir disparando contra a sede da UNITA e os militantes. Foi o ponto de partida para o alastramento da violência.

Os apoiantes do MPLA protegidos pelas forças policiais, começaram a invadir, a destruir e a queimar as residências, lojas, armazéns e bens pertencentes a militantes da UNITA.

Em consequência disto, muitos populares refugiaram-se nas matas. Houve feridos e pessoas detidas.



Em Agosto deste ano, a Plataforma Eleitoral da Sociedade Civil – Benguela (PESCB) publicou um relatório sobre a intolerância politica que se vive no Bocoio desde a assinatura dos acordos de paz. A 26 de Maio do corrente ano, um incidente ocorrido na povoação da Balança, comuna do Cubal do Lumbo, provocado mais de 3000 pessoas deslocadas. Nesse relatório apontaram-se as causas de estes acontecimentos e apresentou conclusões e recomendações. Infelizmente, o referido relatório não foi bem aceite por parte quer da Administração Municipal, quer do comando municipal da polícia. É daí que, de forma inexplicada, estas instituições decidem por desenvolver uma campanha de descrédito quer contra a Associação OMUNGA (membro da PESCB e responsável pela elaboração do referido relatório), bem como contra o seu director executivo.

De acordo ainda a informações, o próprio Administrador Municipal Adjunto, Sr. Herculano, terá proferido palavras pouco abonatórias em relação ao director executivo da OMUNGA, aquando do encontro que manteve, conjuntamente com o secretário municipal da UNITA e o comandante municipal da PN, no Monte Belo com miitantes da UNITA junto à sede comunal deste partido, com o intuito de apaziguar os ânimos, na tarde de 17 de Setembro.

Ainda hoje (18.09.2017), a OMUNGA teve informações, por confirmar, que dizem que mais um militante da UNITA terá sido agredido por apoiantes do MPLA naquela localidade.

07/09/2017

FUTUROS JORNALISTAS DA OMUNGA VISITARAM O MUSEU DE ARQUEOLOGIA EM BENGUELA


FUTUROS JORNALISTAS DA OMUNGA VISITARAM O MUSEU DE ARQUEOLOGIA EM BENGUELA
Lobito, 07.09.2017

No dia 5 de Setembro de 2017 os alunos da oficina de jornalismo da associação Omunga visitaram o museu nacionalde arqueologia no município de Benguela, acompanhados pelo formador Donaldo Sousa, onde participaram 28 crianças das duas escolas com que a Omunga tem trabalhado, nomeadamente escola do Mutu ya Kevela e do Ngolo d´areia.

Os alunos foram recebidos pela senhora Teresa Castão, que começou por dar as boas vindas e explicar o significado de museu e também esclarecendo sobre o que é a arqueologia. Os alunos poderam tirar as suas dúvidas. Depois disto a senhora Teresa começou por mostrar aguns objectos como pedras utilizadas para caçar os animais, fósseis osseos com mais de 5000 anos atrás, segundo Carbono 14, panelas de barro panelas de barro e pituras rupestres encontradas em algumas regiões de Angola.

Esta actividade teve como objectivo promover a investigação e novas descobertas no seio das crianças e adolescentes.

02/09/2017

É PRECISO QUEBRAR O MEDO. É PRECISO NÃO LUTARMOS APENAS PELO NOSSO PÃO


É PRECISO QUEBRAR O MEDO. É PRECISO NÃO LUTARMOS APENAS PELO NOSSO PÃO
Lobito, 01.09.17

O contexto político de Angola tem merecido a atenção da OMUNGA, com enfoque para a tolerância política, respeito pela diferença e a construção da paz. Por tal motivo, a 17 de Agosto, organizou-se em Luanda, no Hotel Fórum, uma edição do Quintas de Debate para a apresentação do relatório “Guerra em Tempo de Paz” que retrata a situação de intolerância vivida no município do Bocoio, Benguela, desde a desmobilização resultante dos acordos de paz.

Durante o debate, os participantes ouviram com muita atenção a intervenção de um sargento da academia militar do Lobito que desabafou sobre o actual contexto. Vale a pena ouvir.

01/09/2017

DECLARAÇÃO DA PESCB - AMBIENTE POLÍTICO PÓS ELEITORAL


DECLARAÇÃO
AMBIENTE POLÍTICO PÓS ELEITORAL

A 23 e 26 de Agosto, o povo angolano mais uma vez demonstrou a sua maturidade e o seu elevado grau de civismo ao ter acorrido às urnas com pacifismo e serenidade, tirando alguns casos denunciados oportunamente que, embora graves, não serviram para manchar o processo de votação. Queremos salientar, de acordo às denúncias, algumas dessas anomalias: esfaqueado um delegado de lista no Bailundo, mistura de urnas fantasmas com urnas verdadeiras, delegados de lista de partidos de oposição afastados à força de perto das urnas, urnas levadas pela polícia, cidadãos e membros de partidos políticos detidos por protestarem.
A população eleitora ficou com enorme expectativa aguardando os resultados. Inicia um processo pouco claro e reclamado pelos principais partidos da oposição, de divulgação de resultados provisórios pela CNE. Começa a instalar-se a agitação e os ânimos começam a alterar-se, começando a verificar-se através das redes sociais, discursos musculados e ameaçadores, para além de comunicados nada abonatórios de alguns partidos políticos, nomeadamente do MPLA.
Devemos no entanto reconhecer que,  depois desta grave situação de incerteza causada, a CNE deixou de emitir os referidos resultados provisórios e iniciou-se o arranque do escrutínio a nível das províncias. Infelizmente, de acordo ainda às reclamaões dos partidos da oposição, apenas em 3 das 11 províncias escrutinadas, foram utilizados os procedimentos legais levando ao consenso de todos os partidos, nomeadamente no Bengo, Cabinda e Zaire.
Devemos lembrar que as eleições e o processo eleitoral é um processo popular, já que é dele o direito de votar, de escolher. Infelizmente, os cidadãos e a sociedade civil não intervieram de forma concreta e atempada demonstrando o seu real interesse sobre como pretendiam que fosse definido e conduzido o processo eleitoral.
Desde o início que se deixou toda a responsabilidade quer para as instituições, quer para os partidos políticos. Foi este o facto deveras importante que excluiu desde o início, milhares de cidadãos angolanos de poderem exercer o seu direito de votar. Isto ocorreu durante o processo de registo eleitoral que não conseguiu esclarecer o facto de para estas eleições registarem-se menos de cerca de 4 milhões de eleitores comparando com as eleições anteriores e a exclusão dos angolanos na diáspora. Foram milhares de cidadãos que viram os seus nomes serem atirados para localidades distantes, que o impossibilitariam, desde logo, de virem a exercer o seu direito. Embora com algumas reclamações, não se verificou uma posição concreta no sentido de que o processo, desde logo, não excluisse os cidadãos, a parte mais interessada do processo. Já mais adiante, confrontou-se com outros obstáculos ao exercício do direito de votar, nomeadamente com a mudança de lugar de Assembleias de Voto, nomes que não apareceram no sistema, etc.
Finalmente terminamos analisando o também problemático papel da comunicação social pública, durante o processo eleitoral que não tem sido imparcial nomeadamente a TPA, RNA e a TV-ZIMBO, que ao arrepio da lei vêem difundido noticias relativas à divulgação provisória dos resultados eleitorais, sem que no entanto se tenha uma informação clara dos factos, em muitas das vezes sem recurso ao contraditório das partes concorrentes ao processo eleitoral.
Sendo o processo eleitoral um processo do povo, apelamos à população para manter a calma e a serenidade, aos partidos políticos que utilizem os meios legais e pacíficos para encaminhar as suas reclamações e resolver os diferendos, à CNE que cumpra escrupulosamente o estabelecido na lei e de forma transparente para evitar criar mais animosidade no processo, à mídia que cumpra com a deontologia que merece ser tratado um assunto como este de importância extrema para o país e para os angolanos e, à polícia e às forças da ordem e da segurança que cumpram com o seu papel de proteger o povo e que não se transformem mais uma vez num meio repressivo e de defesa da ilegalidade.

Lobito, 01/08/2017

Pela PESCB


    José A. M. Patrocínio

Director Executivo da OMUNGA



VÍDEO - SECRETÁRIO DA UNITA DO BALOMBO ACUSA O MPLA PELA INTOLERÂNCIA POLÍTICA REGISTADA NO MUNICÍPIO


SECRETÁRIO DA UNITA DO BALOMBO ACUSA O MPLA PELA INTOLERÂNCIA POLÍTICA REGISTADA NO MUNICÍPIO
Lobito, 01.09.17

A problemática de intolerância política tem sido uma das temáticas que a OMUNGA tem vindo a abordar ultimamente atendendo à gravidade da situação que se vive em grande parte do território da província de Benguela.

Prata Kumi, activista da OMUNGA deslocou-se ao Balombo e ouviu o secretário municipal da UNITA naquele município que falou sobre o assunto.

Albano Pena acusa “dirigentes do partido no poder na liderança, à testa desta intolerância política”, nomeadamente o 1º secretário do MPLA, “o Sr Silva Chacamba que emana as pessoas a rebelarem-se contra os seus próprios familiares e ele vai ao terreno onde decorrera a intolerãncia política, agradecer, pagando-os, como aconteceu no dia 22 de Fevereiro de 2017 na destruição do comite da UNITA do Chico do Waite, onde um grupo ínfimo, com picaretas, catanas, pás, sob comando do próprio 1º secretário do MPLA a orientar a destruição da casa.

O secretário da UNITA explica que “os homens da UNITA estavam a acompanhar o acontecimento e a pedirem orientações do seu mando superior, que é aqui a sede municipal, do que é que podiam fazer, mas nós percebemos que a ira como era demasiada, se retaliassem, se partissem para uma retaliação, então teria havido aí mortes, então acautelámos, achámós que deviam se manter, eles deviam continuar a fazer o que querem fazer e vocês não respondam.

De acordo ainda aos relatos, garante que comunicaram à polícia e ao administrador que “foram para o terreno, encontraram os meliantes, a polícia não agiu sobre esses terroristas.”

No entanto, Albano Pena, achou importante “realçar coisas boas”. O secretário considera que “o município do Balombo tem um figurino se calhar diferente doutros municípios”. Realçou o facto do Administrador, embora sendo do MPLA, não acumula o cargo de 1º secretário daquele partido.

Temos um administrador que embora seja do MPLA, é um indivíduo que procura sempre dirimir conflitos”. Para este dirigente partidário, “não retira efectivamente que a paz devia ser consolidada, os partidos políticos com capacidade de se efectivar em todo o território do país, efectivamente que o fizessem sem impedimentos de uma outra força política, como acontece aqui no Balombo.”

Por outro lado, o político demonstrou preocupação pelo facto de que, com a publicação dos resultados provisórios pela CNE, já se ouvem umas “vozes contundentes” e que, se os militantes da UNITA não “se mantivessem sob orientações directas” da direcção do partido, “se calhar neste território do Balombo já teria havido derramamento de sangue.

Por último, declarou, “os sobas são pai da aldeia e se são o pai da aldeia devem manter a calma- Se alguém do MPLA queira atentar contra alguém, então o soba tenha coragem de dizer que isto não deve se fazer! Se alguém da UNITA também queira criar distúrbios, então nos comuniquem que alguém da UNITA quer [fazer ta coisa]

CASA-CE DO CAIMBAMBO CONSIDERA QUE AS ELEIÇÕES CORRERAM COM ALGUMA CALMA, O PROBLEMA ESTÁ NA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS


CASA-CE DO CAIMBAMBO CONSIDERA QUE AS ELEIÇÕES CORRERAM COM ALGUMA CALMA, O PROBLEMA ESTÁ NA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS
Lobito, 01.09.17

No âmbito de monitorar o ambiente em contexto eleitoral, a OMUNGA tem vindo a fazer visitas aos municípios do interior de Benguela para contactar os diferentes agentes eleitorais.

Foi neste contexto que ouviu o secretário municipal da CASA-CE do Caimbambo, Fonseca Chaves que considerou que a fase da campanha decorreu dentro de alguma acalmia, tirando o facto de terem continuado a ocorrer os processos de retirada de bandeiras dos partidos da oposição.

Abordou também o facto de no dia 23, ter-se registado a presença de sobas nas portas das assembleias de voto a influenciar os eleitores. Disse ainda que a intolerância política continua e deu como exemplo o facto de duas delegadas de lista da CASA-CE terem sido expulsas de casa pelos seus familiares.

De uma forma geral, Fonseca Chaves considera que o grave problema está a ocorrer agora neste momento de apuramento e divulgação dos resultados eleitorais.

31/08/2017

POPULARES DO CAIMBAMBO REFUGIAM-SE NAS MATAS COM MEDO DA GUERRA

Secretária da UNITA no Caimbambo
POPULARES DO CAIMBAMBO REFUGIAM-SE NAS MATAS COM MEDO DA GUERRA
Lobito, 31.08.2017

A OMUNGA tem vindo a fazer uma volta pelos municípios ouvindo os partidos políticos, as autoridades tradicionais, as CME e entidades religiosas. Hoje esteve no Caimbambo, representado pelo seu activista voluntário Bento Adriano e o repórter comunitário Eduardo Ngumbe. Desta visita apenas conseguiu conversar com o 1º secretário do MPLA que não aceitou gravar, como com o regedor que também não aceitou gravar. No entanto a secretária da UNITA deu uma entrevista onde abordou o recente processo eleitoral.

Começou por falar da campanha onde, segundo ela, continuaram a verificar-se situações de intolerância política. Falou depois sobre os problemas verificados em relação ao funcionamento de algumas Assembleias de Voto.

No entanto, está confiante e garante que a população está calma, embora haja populares a refugiarem-se nas matas já que, segundo ela, “o MPLA andou a ameaçar dizendo que se a UNITA ganhar vai haver guerra.

Entretanto hoje estaria para ocorrer uma plenária da Comissão Provincial Eleitoral de Benguela, para a qual a OMUNGA fora convidada (na qualidade de observador) mas que no final não ocorreu.

30/08/2017

FICARAM ANGOLANOS COM O SEU DIREITO DE VOTAR NEGADO PELA CNE


FICARAM ANGOLANOS COM O SEU DIREITO DE VOTAR NEGADO PELA CNE
Lobito, 30.08.17

O país continua expectante quanto aos resultados das eleições de 2017. Os partidos da oposição, nomeadamente a CASA-CE, PRS e UNITA apresentam muitas reclamações, quer como a CNE iniciou o processo de apresentação dos resultados provisórios, quer, agora como as CPEs estão a querer aprovar os escrutínios provinciais, pelo menos de 8 províncias (das 11 onde se considera ter concluído o processo).

O direito ao voto é um direito fundamental. Milhares de pessoas em Angola viram-se forçadas a não exercer esse seu direito devido a problemas provocados pela própria CNE ao ter atribuido de forma errónea mesas de voto diferentes e distantes dos locais de residência e de acualização dos eleitores, como ainda por alteração da localização das referidas assembleias de voto.

Por tal motivo, de forma excepcional, a CNE decidiu que algumas povoações pudessem ter vindo a exercer o referido direito a 26 de Agosto. A nível da província de Benguela, foi o caso da povoação da Sambwandja, município do Balombo.

Infelizmente, nem todas as povoações foram abrangidas por este plano. É o caso da Assembleia de Voto 5923 (Bocoio). No dia de votação, o dístico (banner) desta assembleia foi encontrado guardado junto ao material da AV 5917 que funcionou na aldeia da Chitama, não se sabendo do paradeiro quer do seu material eleitoral nem dos seus membros, com excepção do seu presidente que foi encontrado a trabalhar na AV 5890.

A UNITA apresentou a reclamação datada de 23 de Agosto junto da CME do Bocoio, sem que no entanto tenha sida reposta a legalidade. Ainda na sexta-feira 25, a OMUNGA apresentou a mesma informação junto da CPE de Benguela.


O que é preocupante é que este tipo de situações têm-se vindo a registar eleições após eleições mesmo com as reclamações dos partidos da oposição que acreditam que são propositadas e sem qualquer atenção por parte da CNE. Por isso somos obrigados a considerar a CNE como responsável pela abstenção forçada registada em 2017.

28/08/2017

SAMBWANDJA PÕE FIM AO PROCESSO DE VOTAÇÃO EM BENGUELA


SAMBWANDJA PÕE FIM AO PROCESSO DE VOTAÇÃO EM BENGUELA
Lobito, 28.06.2017

A 26 de Agosto, deu-se por terminado o período de votação das eleições de 2017 em Angola. Na província de Benguela, a aldeia de Sambwandja, na comuna do Chingongo, município do Balombo, foi uma dessas localidades onde o exercício do direito ao voto, ocorreu nesse dia. Possivelmente por tal motivo, a aldeia recebeu uma visita de uma delegação da CNE provincial e de jornalistas da TPA, TV Zimbu e Rádio Mais.

Esta pequena povoação fica a cerca de 45 km da sede municipal. Uma pequena parte deste percurso não permite a circulação de veículos automóveis. O acesso faz-se a pé ou de motorizada, como foi o nosso caso.

Uma equipa de observadores nacionais da OMUNGA, representando a Plataforma Elitoral da Sociedade Civil – Benguela (PESCB) e dentro da estratégina nacional do Observatório Nacional Eleitoral (ObEA), constituída por José Patrocínio e Prata Kumi, dirigiu-se logo pelo amanhecer a partir do Lobito para aquela localidade. A viagem de carro foi até à sede da comuna e daí, com o apoio de motorizadas de populares, deslocaram-se até Sambwandja.

O clima era bastante calmo. O material da Assembleia de voto (AV) 5076, conjuntamente com os membros da mesa de voto, foram transportados na tarde do dia anterior por helicóptero. Havia no exterior afixada a lista de eleitores que correspondiam a 100 cidadãos.

O facto que fez com que esta população não tivesse votado a 23 de Agosto, conforme o previsto, foi devido à colocação da AV ter sido colocada noutra localidade bastante distante da povoação onde era previsto, conforme explica o presidente da AV.



Isto fez com que a população tivesse andado de localidade em localidade sem êxito, conforme explica o soba e provocou ainda com que outros eleitores continuassem sem votar, pelo menos 6, já que as AV em que foram colocados não corresponderam com o local onde os mesmos fizeram a reatualização, conforme conta o soba.




A população correspondeu com a expectativa e com civismo, demonstrando um eevado grau de maturidade. 


22/08/2017

PROBLEMAS COM CREDENCIAMENTO E AMEAÇAS DE GUERRA TÊM PALCO NO BOCOIO

Durante o trabalho de terreno que produziu o relatório "Guerra em tempo de Paz"

PROBLEMAS COM CREDENCIAMENTO E AMEAÇAS DE GUERRA TÊM PALCO NO BOCOIO
Lobito, 22.08.2017

O activista Prata Kumi esteve ontem no Bocoio dentro do trabalho de observação do processo eleitoral. Aproveitou para ouvir Fernando Calima, secretário da CASA-CE no Bocoio.

Calima realçou as dificuldades que têm sido encontradas e que ainda até hoje não estão completamente solucionadas, em relação ao credenciamento dos delegados de lista.

Por outro lado, falou também do ambiente político realçando o clima de amedrontamento que tem vindo a fazer com que muita população esteja a abandonar as suas áreas de origem, com medo de eventual guerra depois das eleições.

Lembrar que devido a conflitos de intolerância política, ocorridos a 26 de Maio do corrente ano, na povoação da Balança, comuna do Cubal do Lumbo, município do Bocoio, mais de 3000 pessoas viram-se obrigadas a abandonar as suas áreas de origem, tendo-se refugiado na sede municipal, no Lobito e na Canjála.

A OMUNGA aproveita a oportunidade para apelar às autoridades, com especial enfoque para a Comissão de Pacificação existente no município, e a CNE, para que criem as condições de forma a garantir que as eleições de amanhã sejam livres, transparentes e justas.

O POVO MERECE!


21/08/2017

CNE DE TROPESSÃO EM TROPESSÃO – CIDADÃO É ASSASSINADO NO BOCOIO POR INTOLERÂNCIA POLÍTICA


CNE DE TROPESSÃO EM TROPESSÃO – CIDADÃO É ASSASSINADO NO BOCOIO POR INTOLERÂNCIA POLÍTICA
Lobito, 21.08.2017

Os activistas da OMUNGA estiveram hoje, segunda-feira 21, mais uma vez no município do Bocoio para monitorar o andamento do processo eleitoral.

Desta feita, entre os líderes dos partidos políticos entrevistados, ouviu o secretário municipal da UNITA.

Este apontou as dificuldades que vivem até hoje em relação ao credenciamento dos delegados de lista, a “dispersão das listas dos eleitores que faz com que até ao momento muitos cidadãos ainda não sabem onde vão votar, trocas de assembleias”.

Falou também da intimidação política que “ainda continua”. Falou do assassinato de Adriano Cateve Viti, ocorrido do Evole a 12 de Agosto, por intolerância política, como a detenção de delegados de listas durante a noite de ontem pela polícia nacional, para além da movimentação de populares que estão a fugir das suas áreas de origem porque estão a ser informados que depois das eleições vai haver guerra”:

GUERRA EM TEMPO DE PAZ FOI DEBATE EM LUANDA


GUERRA EM TEMPO DE PAZ FOI DEBATE EM LUANDA
Lobito, 21.08.2017

A 17 de Agosto, no Hotel Fórum, a associação OMUNGA organizou mais um Quintas de Debate intitulado GUERRA EM TEMPO DE PAZ, onde se fez a apresentação do relatório sobre a análise do contexto político que se vive no município do Bocoio, província de Benguela.

O relatório é resultado de um trabalho de cerca de dois meses no terreno, levado a cabo pela Plataforma Eleitoral da Sociedade Civil . Benguela (PESCB) que engloba a ADRA, AJS, CRB, OHI, OHPA e OMUNGA.

A ideia do trabalho surgiu depois dos acontecimentos de 26 de Maio, na povoação da Balança, comuna do Cubal do Lumbo, Município do Bocoio que provocou mais de 3000 pessoas deslocadas.



Foram ainda ouvidos testemunhos de diferentes tipos de acontecimentos que têm vindo a viver naquele município ao longo dos anos.


Testemunha fala dos acontecimentos ocorridos a 12 de Abril de 2015 no Monte Belo (Bocoio)


Testemunha fala do assassinato do seu filho ocorrido em 2011 em consequência de intolerância política (Bocoio)

CAMPANHA PELO RESPEITO À DIFERENÇA E PELA TOLERÂNCIA POLÍTICA ENVOLVE RAPPERS


CAMPANHA PELO RESPEITO À DIFERENÇA E PELA TOLERÂNCIA POLÍTICA ENVOLVE RAPPERS
Lobito, 21.08.2017

Em prol do respeito pela diferença e pela tolerância política, a OMUNGA arranou com uma campanha que envoveu rappers do Lobito, Caimbambo, Huambo e Luanda.

Dentro desta campanha, organizaram-se 3 espectáculos, tendo sido o primeiro no Caimbambo, seguido no Lobito e finalmente em Luanda.

No espectáculo do Lobito, juntou também um grafiteiro. Para além dos espectáculos, gravaram-se dois CD e editou-se um vídeo clip que foi apresentado a 17 de Agosto, no hotel Fórum, em Luanda.




10/08/2017

SOLIDARIEDADE COM A ESCOLA DA LÓMEA


SOLIDARIEDADE COM A ESCOLA DA LÓMEA
Lobito, 10.08.17

A Associação OMUNGA em parceria com o atelier Era Uma Vez, desenvolvem uma campanha de solidariedade para com a escola da Lómea.

A Lómea é uma povoação que se localiza no município do Caimbambo. A campanha conta com o apoio do cartoonista Sérgio Piçarra e do rapper Pobre 100 Culpa.

Ajude você também.

01/08/2017

INTOLERÂNCIA POLÍTICA – GUERRA EM TEMPO DE PAZ


INTOLERÂNCIA POLÍTICA – GUERRA EM TEMPO DE PAZ
Lobito, 01.08.2017

Na tarde de quinta-feira, 3, o Hotel Praia Morena foi mais uma vez palco de mais uma edição do Quintas de Debate.

A sessão realizou-se para abordar sobre intolerância política. A actividade teve como base, o trabalho que a Plataforma Eleitoral da Sociedade Civil – Benguela (PESCB) desenvolve desde 20 de Junho no município do Bocoio.

O objectivo não foi o de apontar o dedo a este ou àquele partido mas, através de informações recolhidas e analisadas e também de testemunhos directos de actos de intolerância política, sofridos naquela parcela da província de Benguela, desde pelo menos 2004, muito pouco tempo depois do processo de desmobilização, provocar a reflexão sobre o assunto.

Enquanto os discursos apontam para a existência de paz e que tenha mesmo conseguido apontar um arquitecto da mesma, a realidade é bastante diferente. Naquele município, como em outros municípios desta província de Benguela, nomeadamente Balombo, Caimbambo e Cubal, o que parece é que na realidade nunca se viveu um verdadeiro período de reconciliação nacional e muito menos de pacificação.

Baseando-se na desconfiança, na partidarização das estruturas administrativas e das autoridades tradicionais, o que se sente é realmente um clima de instabilidade e de medo.

Estando Angola à beira da realização de mais umas eleições, considerou-se importante, partindo dessa reflexão, fazer-se a denúncia da real situação.

A 26 de Maio, um grupo de militantes do MPLA agrediu violentamente um grupo de militantes da UNITA que pretendiam realizar uma actividade de colocação da sua bandeira e de formalizar a sua actividade política na aldeia da Balança, comuna do Cubal do Lumbo, município do Bocoio.

Segundo as informações, os militantes do MPLA garantem que não querem a implantação da UNITA naquela localidade. Em represália, os militantes da UNITA, em pelo menos 2 outras comunas, arrancaram e queimaram as bandeiras do MPLA. Em consequência disso, foram registados mais de 3 mil deslocados e foi constituída uma comissão de pacificação, que envolve a administração, o comando da polícia, o MPLA, a UNITA e o comando militar.

Segundo a Administração, a situação voltou à calma e as populações regressaram às áreas de origem. Segundo a UNITA e outras fontes, isso não corresponde completamente com a verdade. No entanto, o que é certo é que a Administradora não aconselhou à delegação que se deslocasse àquela aldeia para realizar o seu trabalho de monitoria.

Bocoio já foi marcado pelo assassinato do secretário municipal da UNITA e de outros militantes, atos de tortura e de agressão, mesmo com o envolvimento da polícia nacional e das próprias estruturas administrativas, conforme as denúncias.

Embora se tente restringir o conflito e a intolerância aos dois partidos, MPLA e UNITA, o que é verdade é que os actos de intolerância política têm também afectado outros partidos, nomeadamente a CASA-CE, pior que isso, é que ultrapassa o próprio limite dos partidos políticos e afeta inclusivamente a sociedade civil. É o caso do CRB (Círculo Rastafari de Benguela) em que foram chamados ao MPLA e à polícia sob acusação de que estariam a criar núcleos da UNITA junto das comunidades com as quais trabalham.

Com o propósito de chamar à atenção que a paz não é obra de um arquitecto mas que exige o envolvimento de todos nós, a OMUNGA decidiu realizar esta edição do Quintas de Debate, sobre este tema. Por favor acompanhem o debate na íntegra.

PARTE I


PARTE II